O senador Flávio Bolsonaro afirmou ontem ter se reunido com o ministro do STF Alexandre de Moraes, acompanhado do advogado Paulo Cunha Bueno, para reforçar o pedido de prisão domiciliar humanitária para o ex-presidente Jair Bolsonaro. O encontro, descrito pelo senador como uma conversa objetiva, serviu para apresentar pessoalmente os argumentos já contidos no pedido formal protocolado pela defesa nesta semana. Bolsonaro segue internado em UTI no Hospital DF Star, em Brasília, desde a última sexta-feira, tratando broncopneumonia bilateral provocada por broncoaspiração.

O senador destacou como ponto central do pedido o risco de que o ex-presidente sofra uma crise respiratória grave sem ser encontrado a tempo na cela. A defesa argumenta que o ambiente prisional não oferece condições de monitoramento médico permanente nem resposta imediata a intercorrências respiratórias. Após a visita ao hospital, Flávio afirmou que o pai está melhorando e que os medicamentos estão fazendo efeito, descrevendo a evolução como dentro do planejado, sem intercorrências.

Bolsonaro está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Esta é sua terceira pneumonia desde o fim do mandato em 2022 e a mais grave delas. O STF ainda não se pronunciou sobre o novo pedido de prisão domiciliar.