A taxa de desocupação do Ceará registrou o maior aumento entre as unidades da federação no primeiro trimestre de 2026, com alta de 2,3 pontos percentuais frente ao quarto trimestre de 2025, segundo dados da PNAD Contínua divulgados ontem pelo IBGE. No Brasil, a taxa de desemprego no primeiro trimestre ficou em 6,1%, a menor já registrada para o período desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012. O indicador subiu 1 ponto percentual em relação ao quarto trimestre de 2025 (5,1%), mas recuou frente ao mesmo período de 2025, quando a taxa era de 7%. O Governo do Ceará ressalta que, apesar da alta trimestral, o estado mantém uma das menores taxas de desocupação historicamente registradas para o primeiro trimestre, reflexo da queda acumulada ao longo de 2025, quando o Ceará atingiu taxa anual de 6,5%, a menor da série histórica do estado. Agência BrasilDiário do Grande ABC
As maiores taxas de desocupação foram registradas no Amapá (10%), Alagoas (9,2%), Bahia (9,2%), Pernambuco (9,2%) e Piauí (8,9%). A taxa de desocupação por sexo foi de 5,1% para os homens e 7,3% para as mulheres no primeiro trimestre de 2026. A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto (10,8%) superava as taxas dos demais níveis de instrução. A alta sazonal é um fenômeno esperado no início do ano, provocado pela dispensa de trabalhadores temporários contratados para o comércio e encerramento de contratos no setor público municipal, conforme explica o analista do IBGE William Kratochwill. AlphanoticiasAgência Brasil
O Ceará encerrou 2025 com crescimento de 195.462 empregos formais, alta de 10,6%, quarto maior número absoluto do país, segundo a RAIS divulgada esta semana. O estado também registrou em abril de 2026 o menor índice de crimes violentos letais intencionais da série histórica, com queda de 44,1%, contexto que o governo aponta como favorável para a atração de investimentos e geração de empregos ao longo do ano.
IBGE: Ceará tem alta de 2,3 p.p. na desocupação no 1º trimestre, maior aumento do país
