O ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou ontem um pedido da defesa de Jair Bolsonaro de revisão dos horários de visitação e de concessão de livre acesso aos filhos do ex-presidente em sua residência no Lago Sul, em Brasília. Na decisão, Moraes deixou claro que a prisão domiciliar humanitária concedida por 90 dias é uma medida excepcionalíssima fundamentada exclusivamente em razões de saúde, não alterando o regime de cumprimento de pena, que permanece sendo o fechado.
As visitas dos filhos Flávio, Carlos e Jair Renan ficam mantidas às quartas-feiras e sábados, nos horários de 8h às 10h, 11h às 13h ou 14h às 16h, os mesmos praticados na Papudinha. A esposa Michelle Bolsonaro, a filha Laura e a enteada Letícia Firmino, por residirem no mesmo imóvel, têm livre acesso. Os advogados podem visitar o ex-presidente diariamente por 30 minutos, mediante agendamento prévio. Moraes também determinou a proibição de sobrevoo de drones em raio de 100 metros da residência.
O ministro reforçou que Bolsonaro continua sujeito a todas as regras e restrições inerentes ao regime fechado, mesmo estando em domicílio. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Após os 90 dias de domiciliar, Moraes reavaliará os requisitos para manutenção ou encerramento da medida, com possibilidade de nova perícia médica.
Moraes nega livre acesso de filhos de Bolsonaro à prisão domiciliar e mantém regime fechado
