A Polícia Federal deflagrou hoje a 5ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional no âmbito do Caso Master. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do Partido Progressistas e ex-ministro de Jair Bolsonaro, é apontado pela PF como destinatário central das vantagens indevidas e como agente público que teria utilizado o mandato parlamentar em favor do banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão judicial, expedida pelo STF, proíbe Nogueira de entrar em contato com investigados e testemunhas do caso. O irmão do senador, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, também foi alvo da operação e terá que usar tornozeleira eletrônica, entregar passaporte e está proibido de se comunicar com outros envolvidos. O primo de Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro, é alvo do mandado de prisão temporária cumprido na operação.
Ao todo, a PF cumpriu 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. A decisão judicial também determinou o bloqueio de R$ 18,85 milhões em bens, direitos e valores ligados aos investigados. A defesa de Ciro Nogueira informou que "repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar", reiterando o comprometimento do senador em contribuir com a Justiça para esclarecer que não teve participação em atividades ilícitas.
A Operação Compliance Zero foi deflagrada em novembro de 2025 com a prisão de Daniel Vorcaro no Aeroporto de Guarulhos, quando tentava deixar o país. Desde então, a operação já passou por cinco fases e aprofundou as investigações sobre o esquema que envolve a emissão de títulos de crédito sem lastro, a compra de carteiras fraudulentas pelo Banco de Brasília e suspeitas de participação de parlamentares e integrantes do Judiciário.
PF deflagra 5ª fase da Compliance Zero e tem senador Ciro Nogueira como alvo
