A Polícia Federal colocará até 458 servidores à disposição dos candidatos à Presidência da República durante a campanha eleitoral de 2026 e elaborará planos individualizados de segurança para cada presidenciável. A corporação montou uma operação nacional com equipes especializadas em inteligência, logística e proteção pessoal, além do apoio das superintendências em todos os estados. A adesão é facultativa e poderá ser feita a qualquer momento durante o período eleitoral, com a operação podendo ser ativada a partir de 20 de julho, após a homologação das candidaturas. Para viabilizar a estrutura, foram destinados aproximadamente R$ 95 milhões, usados na mobilização do efetivo, contratação de serviços e aquisição de equipamentos como veículos blindados, equipamentos antidrone e sistemas de reconhecimento facial.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no entanto, pretende manter a segurança do candidato sob a Polícia do Senado, como já ocorre, em vez da PF. Aliados afirmam que o serviço da Polícia do Senado é excelente e que o senador acredita que a PF não está imune à interferência política, preferindo não ter sua proteção a cargo da corporação comandada por Andrei Rodrigues, diretor-geral nomeado por Lula. Caso Lula seja candidato à reeleição, sua proteção permanecerá sob o modelo híbrido atual, com atuação conjunta do GSI e da PF.
Segundo a corporação, cada candidato terá plano de segurança individualizado baseado em análises técnicas de risco, considerando histórico de ameaças, inteligência e perfil dos eventos. A PF afirma que a operação foi estruturada para garantir tratamento isonômico entre todos os candidatos, mas não divulgará a classificação individual das ameaças nem o efetivo destinado a cada campanha. A partir de 20 de julho, será ativada em Brasília uma Sala Nacional de Comando e Controle para acompanhar em tempo real as agendas dos candidatos.
