O programa Ceará Sem Fome foi um dos destaques do seminário "Como o Brasil saiu do Mapa da Fome?", realizado ontem na Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro. A primeira-dama do estado e presidente do Comitê Ceará Sem Fome, Lia de Freitas, apresentou os avanços da política pública cearense durante o painel sobre governança, que reuniu gestores públicos, pesquisadores e representantes da sociedade civil de todo o país. Entre os dados apresentados, o Ceará registrou em 2024 as menores taxas de pobreza e extrema pobreza de sua série histórica, com 646 mil pessoas superando a linha da pobreza entre 2022 e 2024.
O programa conquistou o 1º lugar em políticas públicas no Prêmio Brasil Sem Fome, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Social, justamente pelo conjunto de resultados no enfrentamento à insegurança alimentar. Atualmente, 69,5% dos domicílios cearenses estão em situação de segurança alimentar, e o estado registrou redução de quase 60 mil crianças na extrema pobreza no mesmo período, além de queda de 17,6% na mortalidade infantil entre 2011 e 2024. O secretário executivo Francisco Ibiapina destacou a importância do intercâmbio de experiências para avançar no combate à insegurança alimentar no Brasil.
O Ceará Sem Fome atua em três frentes: o Cartão Ceará Sem Fome, no valor de R$ 300, que beneficia mais de 47 mil famílias; uma rede com mais de 1.300 cozinhas que servem mais de 130 mil refeições diariamente; e campanhas solidárias que já distribuíram cestas de alimentos a mais de 50 mil famílias. O seminário integra uma série de atividades previstas para 2026 em celebração aos 20 anos do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.
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Programa Ceará Sem Fome é destaque em seminário nacional sobre combate à fome no Rio de Janeiro
