As campanhas eleitorais destinaram ao menos R$ 288,7 milhões à Meta, empresa dona de Instagram, Facebook e WhatsApp, em 2026, segundo dados parciais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Meta é a principal receptora de recursos das campanhas. O valor é usado em serviços como impulsionamento de postagens, anúncios digitais e verificação de contas.
PARTICIPAÇÃO NOS GASTOS
Líder em arrecadação nas eleições desde 2022, a empresa superou o próprio recorde. Sua participação no total gasto pelos candidatos subiu de 0,7% em 2018 para 1% em 2020, 1,9% em 2022 e 3% em 2024, e chegou a 6% nos dados parciais de 2026.
PARTIDOS E CANDIDATOS
Entre os partidos, o Partido Liberal (PL) lidera os repasses à Meta, com R$ 63,7 milhões declarados. Em seguida vêm o Partido dos Trabalhadores (PT), com R$ 37,9 milhões, o Partido Social Democrático (PSD), com R$ 30,3 milhões, e o União Brasil, com R$ 23,3 milhões.
Entre os candidatos, Flávio Bolsonaro (PL) é quem mais gastou com a empresa, R$ 7,45 milhões. O valor é quase o triplo do declarado por Lula (PT), candidato à reeleição, que investiu R$ 2,59 milhões.
PRESTAÇÃO DE CONTAS
Os candidatos que disputaram só o primeiro turno têm até 3 de novembro para apresentar a prestação final de contas ao TSE. Os que foram ao segundo turno devem declarar a totalidade dos gastos até 14 de novembro.
