O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (20) um documento em que autoriza a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. A autorização vale também para empresas e familiares dele, nos últimos oito anos, desde que o adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL), faça o mesmo.

O pedido da campanha de Lula inclui a primeira-dama, Janja, e os cinco filhos do presidente. Em relação a Flávio, o documento desafia o candidato a abrir também os sigilos do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, da mãe, dos irmãos e da esposa. Segundo o texto, a divulgação pública dos dados dos dois candidatos antes de quarta-feira (21) é fundamental para que o eleitor decida o voto bem informado. A campanha pede que as informações sejam divulgadas no DivulgaCand, sistema do TSE com dados das candidaturas.

EMPRESAS CITADAS

O documento abrange as empresas das quais os candidatos sejam sócios ou administradores. Lula cita a L.I.L.S Palestras, Eventos e Participações Ltda., da qual diz ser sócio. Em relação a Flávio, o texto lista cinco empresas das quais ele faria parte do quadro societário, segundo reportagens citadas no documento: Alcazar Holdings, sediada na Ilha da Madeira (Portugal) e ligada ao advogado Willer Tomaz; Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia; All In One Corretora de Seguros; Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação; e Bolsonaro Digital.

O DESAFIO

Lula apresentou a proposta a Flávio no debate da Band, no domingo (18). Na ocasião, Flávio disse não ter nada a esconder, sem afirmar se aceitaria. A entrega da autorização havia sido anunciada por Lula.