O candidato de direita Abelardo de la Espriella, do movimento Defensores da Pátria, venceu o segundo turno das eleições presidenciais da Colômbia neste domingo (21), derrotando o senador de esquerda Iván Cepeda, do Pacto Histórico e aliado do presidente Gustavo Petro. Com 99,99% das urnas apuradas preliminarmente, Espriella obteve 49,66% dos votos contra 48,70% de Cepeda, uma diferença de pouco mais de 250 mil votos. O resultado é um dos mais apertados da história eleitoral colombiana. O presidente Donald Trump comemorou a vitória no Truth Social: "Ele ganhou, GRANDE", escreveu, enquanto o secretário de Estado Marco Rubio chamou Espriella de "presidente electo". Espriella assume a presidência em 7 de agosto, em substituição a Petro.

Cepeda invocou aguardar o escrutínio oficial, que começa na segunda-feira, quando comissões compostas por juízes e tabeliães revisam individualmente as cédulas. Petro afirmou que "ainda é impossível saber quem é o presidente, e há muitas irregularidades". A diferença, porém, é considerada pelos analistas como dificilmente reversível no processo de recontagem.

A vitória de Espriella aprofunda a guinada conservadora na América Latina. Líderes como Javier Milei, o presidente chileno José Manuel Kast e María Corina Machado da Venezuela já haviam apoiado o candidato desde o primeiro turno. Espriella defende a redução do tamanho do Estado, proximidade com os EUA e linha dura contra o narcotráfico e as guerrilhas, alinhando-se ao bloco de direita que governa Argentina, Chile, Equador e El Salvador.