O Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluiu investigação sobre 60 países que falharam em proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado e propôs sobretaxas adicionais. O Brasil foi incluído no grupo que receberá tarifa de 12,5%, ao lado de China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Argentina e Arábia Saudita, entre outros. A medida se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, o mesmo dispositivo utilizado para a proposta de tarifas de 25% já anunciada contra produtos brasileiros. Não está claro se as sobretaxas serão cumulativas. O embaixador Jamieson Greer declarou: "A falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável. Isso força os trabalhadores americanos a competir em um campo desigual."

O USTR estabeleceu dois patamares: 10% para países com proibições parciais ou acordos recíprocos formais, como União Europeia, México, Canadá, Indonésia, Paquistão e Equador; e 12,5% para os demais. O relatório reconhece que o Brasil possui a "Lista Suja" de empregadores que utilizam trabalho escravo, mas aponta falha do país em proibir efetivamente a entrada em seu mercado interno de bens produzidos nessas condições por outros países. A investigação foi iniciada em março de 2026. O governo americano receberá comentários por escrito até 6 de julho e realizará audiências públicas no dia 7 de julho antes de implementar as medidas.