Autoridades americanas e iranianas anunciaram um acordo para encerrar o conflito e reabrir o Estreito de Ormuz, principal rota marítima para o abastecimento global de petróleo e gás, bloqueada pelo Irã durante meses. "O acordo com a República Islâmica do Irã está agora concluído", escreveu o presidente Donald Trump em sua plataforma Truth Social. O primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif, cujo país atuou como mediador, havia anunciado o fechamento do acordo momentos antes. O memorando de entendimento deve ser assinado oficialmente na próxima sexta-feira na Suíça. Com o anúncio, os preços do petróleo recuaram nos mercados internacionais. Trump também ordenou o fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos. "Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir!", escreveu o presidente.

O acordo é preliminar e deixa questões centrais para negociações posteriores durante um período de cessar-fogo de 60 dias, incluindo o destino do programa nuclear iraniano e o alívio das sanções contra o Irã. A proposta prevê uma abordagem gradual: a reabertura de Ormuz ocorre primeiro, enquanto o Irã receberia benefícios econômicos à medida que cumprisse as exigências dos EUA, entre elas impedir o desenvolvimento de armas nucleares e permitir apenas um programa nuclear civil. O acordo marcou o maior avanço na resolução do conflito, que teve início com os ataques conjuntos dos EUA e de Israel ao Irã em fevereiro e já causou milhares de mortes.

Israel segue como ponto de incerteza: o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu já indicou preferência por novas ações militares para enfraquecer as forças iranianas. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que um acordo mais abrangente será negociado durante o cessar-fogo. Antes do bloqueio, cerca de 140 navios passavam diariamente por Ormuz, responsável por um quinto do comércio mundial de petróleo.