O Ministério Público do Ceará criou o Grupo Auxiliar Eleitoral, vinculado ao Gaeco, com o objetivo de identificar e combater a influência de organizações criminosas nas eleições de 2026. A criação foi instituída pelo Ato Normativo nº 612/2026, publicado no Diário Oficial do MPCE nesta sexta-feira (3). O Gael atuará para subsidiar investigações, ações judiciais e operações de segurança, além de contribuir para a formulação de políticas públicas no combate ao crime organizado durante o período eleitoral. A iniciativa atende à Resolução nº 297/2024 do Conselho Nacional do Ministério Público, que reforçou a necessidade de os órgãos ministeriais disporem de mecanismos robustos de inteligência sobre indivíduos vinculados a facções criminosas.
O grupo será coordenado pelo promotor de Justiça Eleitoral Igor Pinheiro, com a promotora Mônia Dantas e o promotor Cleyton Bantim como membros auxiliares. Os promotores poderão, mediante designação do procurador-geral de Justiça, atuar em casos de grande repercussão social ou prejuízo ao interesse público relacionados à influência do crime organizado no processo eleitoral, respeitados os princípios do promotor natural e da independência funcional.
A criação do Gael ocorre em um momento de intensificação das ações de segurança no Ceará, com operações recentes contra o CV e o PCC e a criação do Departamento de Repressão à Lavagem de Dinheiro na Polícia Civil. Em junho, o MPCE já havia realizado a Operação Mensageiros do Crime, cumprindo 58 mandados contra chefes de facções e advogados que intermediavam comunicação de líderes presos na Unidade de Segurança Máxima de Aquiraz.
